quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Tesouro Direto está se recuperando…

Ano passado, muita gente ficou assustada com as quedas de rentabilidade do tesouro direto. Nos títulos de prazo mais longo, alguns títulos chegaram a apresentar prejuízo da ordem de 30% ou 40%. Mas, como dissemos na época, o investidor de longo prazo, que tinha objetivo de resgate apenas no vencimento dos títulos, não tinha com o que se preocupar, porque ao longo do tempo tudo se ajustaria.

Taxa de juros de títulos do tesouro direto está em bom patamar

A se manter o atual patamar da taxa Selic, os investidores de longo prazo têm motivos de sobra para confiar no tesouro direto como uma boa ferramenta de acumulação de patrimônio. Observe a tabela de taxa de juros indicada no site oficial do tesouro direto:
Tesouro Direto
Mantida a inflação nos patamares dos últimos anos (IPCA médio de 5% a 6% ao ano), isso daria uma rentabilidade bruta em torno de 11,50% anualmente. E isso é muito bom.

Tesouro direto começou a recuperar as perdas de 2013

Além disso, com a maior estabilidade da Selic nos últimos meses, muito do prejuízo que os investidores viram ao longo dos últimos tempos também tem sido recuperado. Quem teve paciência para segurar os títulos em seu patrimônio e não os vendeu já pode observar a recuperação dos títulos:

Tesouro Direto - Rentabilidade
Alguns títulos obtiveram rentabilidade superior a 5% apenas no mês de maio, e boa parte tem apresentado uma bela performance ao longo do ano de 2014.
Contudo, vale sempre a ressalva de que ainda existem riscos de curto e médio prazo. Como o Banco Central ainda está observando a tendência da inflação, não é de todo improvável que novos aumentos na Selic levem a prejuízos para os investidores, como ocorreu em boa parte do ano de 2013. Lembre-se de que a rentabilidade de curto prazo dos títulos do tesouro direto é inversamente proporcional ao movimento da Selic. Quando a Selic sobe, a rentabilidade cai – e vice-versa.
Por  - O Pequeno investidor

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Ibovespa

Muitas pessoas passam anos a fio buscando por uma oportunidade de entrar no mercado de ações. Querem acertar o melhor momento para investir e, com isso, adiam, adiam e adiam a hora. Quando o mercado apresenta uma alta excelente, elas se lamentam por não ter aproveitado o “rally”. Como evitar que isso aconteça contigo?

Ibovespa apresenta quase 30% de alta desde março

Dê uma olhada nos últimos meses do Ibovespa. Como quem não quer nada, e depois de um longo período em torno dos 49.000 pontos, o principal índice da bolsa de São Paulo disparou a partir do dia 14 de março, com uma alta de 28,94% no período. Veja o gráfico do Yahoo! Finance:

Ibovespa dispara
Em 2014, a alta é de 15,17% – bem acima da maioria dos investimentos. Com esses resultados, já começo a receber e-mails de leitores perguntando que ação comprar e como se faz para investir nesse mercado, porque estão vendo que a bolsa “só sobe” e querem aproveitar a oportunidade.  Por mais antipática que pareça, minha resposta a essas manifestações é direta e honesta: se você não tem ideia de que ação comprar e de como se investe no mercado de ações, esqueça. Estude primeiro, ou os riscos de sofrer um enorme prejuízo (e depois colocar a culpa no mercado) são altíssimas!

O melhor momento para investir em ações é agora!
Como aproveitar uma alta, então? Não é tão difícil aproveitar todas as altas da bolsa, mas por que a maior parte das pessoas não consegue fazer isso?
Porque querem acertar o melhor momento para investir em ações. Como evitar isso, então? Esquecendo essa busca pelo melhor momento possível. Invista todo mês um pouquinho. E se você não quer estudar, compre um pouquinho de cotas de fundos de ação com baixas taxas de administração. Com essa estratégia – chamada de preço médio -, você pode até não ter os melhores resultados possíveis, mas não perderá alta alguma. O lado ruim é que você também pegará as quedas que vierem pelo caminho. Mas, acredite, elas também trazem boas oportunidades. Quando o Ibovespa estava a 45.000 pontos, há alguns meses, eram poucos os que recomendavam comprar ações. Mas quem comprou não tem do que reclamar. Aproveitaram o fato de que a hora do desespero é a melhor para investir!
Outra vantagem de investir um pouquinho a cada mês é a tranquilidade e a resiliência que a estratégia confere ao investidor. Como já vimos, a paciência é uma das principais virtudes de um bom investidor, pois confere a tranquilidade suficiente para suportar os momentos de crise e não se empolgar achando que as altas durarão pra sempre.
Em suma: você não vai encontrar o melhor momento para investir em ações porque o melhor momento é agora!
O Pequeno Investidor

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Reapresentação Análise Fundamentalista

Devido ao grande interesse sobre o tema da última apresentação, 
a Analista da Lopes Filho - Themis Larangeira,
fará nesta quarta-feira 01/10 às 14h uma reapresentação
sobre Análise Fundamentalista.

Não perca!

Clique aqui e inscreva-se!

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

5 razões para NÃO investir na poupança

poupança
Que a poupança é o investimento mais popular do Brasil, você já sabe. Mas o que talvez você não saiba é que esse quadro precisa mudar urgentemente! Saiba o porquê: nesse post, exploro 5 razões para não investir na poupança.

#1 Rentabilidade da poupança é muito baixa

Esse motivo todo mundo já conhece. É difícil alguém não saber que a poupança rende muito pouco. Mas o fato é que poucos sabem exatamente o quão pouco ela rende, quando comparada com outros investimentos.
Para mostrar esse ponto, veja esse gráfico formulado no site “Minhas Economias“
poupança


Observe as células em verde. Todas elas representam investimentos, em cenários diferentes, nas quais a poupança perdeu para outras modalidades de investimento. Em verde claro estão representados os ativos que superaram a rentabilidade da poupança e, em verde escuro, os que renderam mais do que o CDI.
Ou seja, apenas os CDBs que rendem menos que 85% do CDI e os Fundos DI com taxa de administração alta renderam menos que a poupança.

# 2 A poupança mal tem rendido o suficiente para bater a inflação

Outro ponto importante é que a poupança, tradicionalmente, vem apresentando rentabilidade muito próxima da inflação, de modo que a rentabilidade real – a que reflete efetivamente o quanto o investimento rendeu mais do que a inflação – é quase zero.
Veja esse outro gráfico, que mostra a rentabilidade da poupança, quando comparada com o IPCA e o IGP-M entre 2004 e 2013 (gráfico gerado pelo blog Alternant.com):
poupança
Enquanto a poupança rendeu, em dez anos (!!!), aproximadamente 104%, a inflação corroeu algo entre 70% (IPCA) e 82% do capital (IGP-M).

# 3 Poupança é tão segura quanto outros investimentos mais rentáveis

Um dos maiores atrativos para investir na poupança é sua suposta “segurança”. Ou seja, muita gente acha que a poupança é mais segura do que outros investimentos.
Mas será mesmo? De onde vem essa aparente “segurança” da poupança?
Ela vem de um único lugar: o Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Se a instituição financeira quebrar, o FGC cobre o rombo e não deixa você sair no prejuízo (a não ser que tenha mais de R$ 250 mil na instituição).
Mas a questão é que a garantia não se aplica apenas à poupança, mas a outros investimentos. Veja o que diz o próprio site do FGC:
poupança
Ou seja, investimentos como CDB, CDI e LCA dispõem da mesma proteção que a poupança!
Por que continuar investindo na poupança, com objetivos de longo prazo, se ela rende menos que outros investimentos que dispõem da mesma garantia?

# 4 A “facilidade” da poupança supõe que investir em outras aplicações é complicado

Outro motivo muito invocado para defender o investimento na poupança é que se trata de uma aplicação muito “fácil”, que muitas vezes opera na própria conta do investidor. Basta depositar o dinheiro lá e esperar os juros caírem.
O problema dessa “narrativa” é que ela assume que os outros investimentos são extremamente complicados. Nada mais longe da verdade: se você é capaz de usar uma rede social como o Facebook ou usar seu e-mail com competência, também é capaz de aprender rapidamente como acessar, via computador ou caixa eletrônico, outras modalidades de investimento. É MUITO FÁCIL!

# 5 Poupança é investimento de curto prazo!

Outro motivo pra não investir na poupança – se você é um investidor de longo prazo – é o de que ela não é instrumento adequado para a formação de um patrimônio ao longo dos anos.
Não é que a poupança seja inútil. É que ela é muito útil para circunstâncias muitíssimo específicas de curto prazo. Ou seja, se você precisa deixar o dinheiro na conta por um mês, use a poupança. Mas, se é pra acumular patrimônio para o futuro distante, escolhê-la é uma decisão equivocadíssima!
O Pequeno Investidor

Aplicação Sem Complicação: O que é Liquidez?