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segunda-feira, 6 de abril de 2015

4 Fatores Fundamentais para Ter Sucesso Investindo em Ações.

POR ANDRÉ FOGAÇA - GuiaInvest

Pessoas diferentes têm diferentes visões sobre o que é investir em ações, mas acho muito importante focar em alguns aspectos fundamentais para te colocar no caminho certo.

Investir não significa especulação.

A ideia de um leigo do que seja investir em ações provavelmente envolve corretores com vários copos de café na mesa, monitores piscando com novas informações enquanto telefones tocam freneticamente no fundo de uma sala de operações.

Esqueça todas essas imagens, por favor, pois investir em ações não tem nada a ver com ter os computadores mais rápidos, a maior quantidade de informações atualizadas ou simplesmente a compra e venda de ações diariamente.

Apesar de vários investidores ganharem muita grana fazendo “Day trade”, isto é, compra e venda de ações diariamente, essa não é a estratégia favorita para a maioria dos bons investidores individuais que consistentemente ganham dinheiro no mercado.

Além de necessitar de uma quantidade inimaginável de atenção e esforços para seguir de perto as ações quase que a todo instante, investidores que fazem negociações diárias tendem a ter outros dois fatores importantes agindo contra eles.

Primeiramente, taxas e comissões cobradas sobre as operações diárias podem acumular-se muito rapidamente, tirando muito dos ganhos feitos com essas especulações diárias.

Segundo, especuladores frequentes têm que pagar mais impostos, diminuindo assim o retorno que cada ação pode trazer.

Assim como você pode ser um excelente piloto de carro sem saber nada sobre a mecânica do carro, você pode ser um grande investidor sem saber os pormenores de como cada ação é efetivamente vendida e comprada no mercado. Saber como suas ordens saem de um sistema de computadores para outro tem pouca importância para os bons investidores.

Apenas lembre-se que investir em ações é muito parecido com um jogo de xadrez, onde paciência, inteligência e a habilidade de enxergar os movimentos futuros é o que mais importa.

Assim como no xadrez, ao investir é muito mais importante fazer os movimentos certos do que saber mover-se rapidamente.

Investir significa comprar negócios

Se as estratégias de day trade e afins não importa para o bom investidor, o que importa? Será que os gráficos de preços de ações tem alguma verdade por trás daqueles números?

Eu já falei disso, e repetirei quantas vezes for necessário: quando você compra uma ação você está comprando os direitos ao lucro daquela empresa. Ações não são apenas pedaços de papel que podem ser negociados.

Você está efetivamente comprando um negócio quando compra uma ação, então é uma boa começar a pensar como um empresário, isto é, um dono de negócio. Isso significa aprender a ler relatórios financeiros, acompanhar como a companhia realmente faz dinheiro, avaliar tendências, e avaliar quais são os negócios que tem maior vantagem competitiva. Isso também significa ter que saber qual é o melhor preço a se pagar para ser dono daquele negócio.

E para fazer isso você não precisa de habilidades especiais!

Você deve pensar em comprar uma ação assim como você pensa ao fazer qualquer outra compra de grande porte: com muita pesquisa, cuidado e com a intenção de manter essa compra por tanto tempo que for interessante.

Muitas pessoas passam o final de semana inteiro andando de loja em loja para achar um desconto de R$60 numa televisão, mas dão pouca atenção aos milhares de reais que eles poderiam fazer se comprassem a ação certa (ou evitassem as erradas).

Reprisando: investir é um exercício mental que requer muita energia, porém é um exercício que pode ter grandes recompensas.

Você compra ações, não o mercado todo

Todos nós acompanhamos os analistas prevendo onde o mercado de ações vai estar no futuro. Uma coisa para se lembrar ao ver todas essas previsões é que investir em ações significa comprar ações particulares e não o mercado com um todo. Se você comprar a ação certa, você pode fazer dinheiro sem se importar muito com os altos e baixos do mercado em geral.

Outra razão para se desconsiderar as premonições dos especialistas: é praticamente impossível prever o mercado de forma consistente e continuadamente. Ninguém ainda conseguiu fazer isso, pois há muitas partes se mexendo ao mesmo tempo e muitos fatores desconhecidos.

Ao limitar o seu campo de ação para uma empresa em particular, você pode focar naquilo que realmente sabe ao mesmo tempo em que elimina drasticamente aquilo que não sabe.

Você será capaz de reduzir bastante o cansaço e irritação apenas se ignorar essas previsões de mercado.

Eu já falei em artigos anteriores que ações são bastante voláteis. Mas por quê? Será que o valor de algum negócio realmente muda quase 50% ao ano?

Imagine o caos que seria se o valor da sua casa variasse tanto!

O fato é que o “Senhor Mercado” tende a ser um pouco exagerado, reagindo desproporcionalmente a cada notícia boa ou ruim sobre a economia ou coisas do tipo.

Vantagem competitiva é o que importa

Perspetivas de lucros futuros é o que leva as mudanças nos preços das ações no longo prazo, então é importante saber como a empresa pretende fazer receita e principalmente lucro no futuro.

Vantagem competitiva, ou a habilidade que diferencia a empresa de seus competidores, é o fator mais importante que faz com que a empresa tenha lucros no futuro. Apesar dos esforços da mídia financeira em focar em outros fatores, vantagem competitiva é mais importante que conjectura econômica, que as notícias que tanto mexem com os preços no curto prazo e também é mais importante que uma equipe administrativa de qualidade.

Pode ser interessante comparar o ato de fazer um investimento com o de uma travessia de oceano num navio. Você não tem muito poder para mudar o clima e nem as correntes marítimas (isto é, o cenário econômico atual). Você pode esperar o mau tempo, que pode afundar seu navio, passar, mas isso faz com que você perca precioso tempo.

O principal fator em seu controle é qual navio entrar. Pense na capacidade de sobrevivência de um navio como a vantagem competitiva de um negócio e o motor do navio como o fluxo de caixa. Alguns navios têm cascos reforçados de aço enquanto outros são de madeira podre. Obviamente, você deseja escolher os navios que são melhores no mar (com a melhor vantagem competitiva) e aqueles que tenham mais potência no motor (isto é, mais fluxo de caixa).

Apesar do capitão e a tripulação serem importantes (assim como a equipe de administração de uma empresa) a qualidade do navio importa mais. Num bom navio, se o seu capitão não fizer uma besteira muito grande, não há muita diferença entre um capitão bom e um excelente.

Entretanto, não há nada que o capitão possa fazer se o motor do navio estiver quebrado e o navio quase sendo levado para o fundo do mar (isto é, um mau negócio). Para fazer um paralelo com o mundo dos negócios: a estrutura de seu negócio predomina sobre as habilidades administrativas.

É importante notar que todos os navios estarão sujeitos às marés (a famosa volatilidade). E apesar de ser verdade que uma maré favorável levanta todos os navios, isso não diz nada sobre a qualidade dos navios de enfrentar o mar. Tudo permanecendo igual, um navio melhor ainda chegará mais rápido ao seu destino assim como uma companhia com melhor vantagem competitiva irá criar mais valor para os donos de suas ações.

A lição

É extremamente fácil para um investidor iniciante ficar um pouco confuso e seguir o caminho errado ao focar indevidamente nos mecanismos de especulação ou na direção que o mercado em geral está tomando.

Para treinar sua mente apropriadamente, você deve desligar-se das noticias sobre o mercado e focar suas atenções em estudar companhias individualmente e avaliar as habilidades dela de gerar receitas no futuro.

sexta-feira, 3 de abril de 2015

A diferença entre traders e investidores no mercado de ações.

FÁBIO ALMEIDA O pequeno investidor.

Para quem não investe no mercado de ações, obter sucesso investindo nesses ativos é um mistério. Principalmente, porque parece ser um mercado onde só investe gente que tem que fica “antenada” o tempo todo na tela do computador, observando os movimentos dos preços. Mas essa é só parte da história: existem os traders e os investidores, e é importantíssimo saber a diferença antes de opinar ou entrar nesse mercado.

Traders: foco em produzir resultados no curto prazo, riscos maiores.

Benjamin Graham, um dos primeiros a examinar o mercado de ações a partir de uma perspectiva fundamentalista e conhecido como mentor de Warren Buffett, fazia uma distinção clara entre investidores e especuladores. De acordo com ele, o investidor busca aplicar seus recursos em investimentos que preservam o capital e prometem um retorno adequado. O resto é especular.

Perceba o seguinte: Graham não disse que especular não dá resultado. Só não é investir. Traders – ou especuladores – não aplicam em ativos que preservam o capital e prometem o retorno adequado. Seu foco é única e exclusivamente a rentabilidade no curto prazo. Mas, sendo este o foco, isso significa que o trader está sujeito a riscos que o investidor mais tradicional não está.

Por exemplo, o trader precisa ver resultado rápido. Muitas vezes, contudo, um investimento precisa de tempo para amadurecer e, mesmo que a hipótese do trader esteja certa, pode ser que o tempo esteja contra ele. O ativo precisaria de anos para dar o retorno procurado, mas o trader só tem semanas ou meses para manter o dinheiro investido.

Outro ponto a ser salientado é que a magnitude dos retornos procurados pelo trader é bem pequena. Uma operação bem sucedida, muitas vezes, traz retorno de 4 ou 5%. Esqueça aquela história de especuladores ganhando 1.000% em uma única operação. Acontece? Sim, mas em ocasiões muito específicas e tão improváveis que é até difícil teorizar. Na média, os bons traders conseguem retornos muito inferiores a esse. E mesmo assim, é preciso descontar as operações mal sucedidas, o que reduz o retorno para algo muito menor que os 4 ou 5%.

O trader, como mostra a imagem comum de quem aplica recursos no mercado de ações, é um sujeito que precisa estar ligado no mercado. Boa parte deles opera com base em gráficos diários e, por isso, precisam estar antenados com as mínimas flutuações. É bem verdade que também há traders que operam com fundamento em gráficos semanais ou mensais, mas em muitos casos não é o que acontece. É preciso estar atento. Além disso, como o trader precisa negociar com mais frequência, seus custos com corretagens e impostos tendem a ser maiores do que investidores que aplicam no mercado de ações com a perspectiva de investir.

Por conta desses fatores, não adoto essa perspectiva em minhas investidas no mercado de ações. Prefiro investir a especular.

Investidores: foco no longo prazo, minimização de riscos e custos

Investir, por sua vez, pressupõe encontrar ativos que prometam preservação do capital e um retorno adequado ao longo do tempo. Veja que são dois os requisitos: preservar e rentabilizar. Poupança, portanto, não é investimento, pois praticamente só preserva o capital, mas não traz uma remuneração suficiente para apresentar um retorno adequado no longo prazo.

Quem investe tem por foco o longo prazo. Não mede seu sucesso ou fracasso em semanas ou meses, mas em anos ou mesmo décadas. Por um lado, isso significa que eventuais erros de estratégia podem ser percebidos apenas após o decurso de alguns anos, o que é algo que pode ser considerado ruim. Afinal, erros de análise acontecem. Por outro lado, o foco no longo prazo também dá a serenidade de saber que ajustes podem ser feitos ao longo do tempo, acabando com a sensação de que se cometeu um “erro fatal”. Claro, traders também têm de adotar ferramentas de proteção para evitar perdas substanciais de patrimônio, mas o foco no longo prazo dá mais margem para erros que podem ser sanados ao longo do tempo.

Normalmente, investidores enxergam as empresas em que investem da maneira diferente dos traders. Para os traders, o que importa é o “papel”, o título que é negociado, e não a empresa que está por trás dele. Isso faz sentido, porque, no curto prazo, os preços são determinados por fatores alheios ao desempenho da empresa na economia real. O investidor, por outro lado, sabe que, no longo prazo, os preços vão acabar convergindo para o desempenho da companhia no “mundo real”.

É por isso que os investidores normalmente adotam uma abordagem conhecida como Buy and Hold. Quem investe em uma empresa com a pretensão de ser seu acionista compra as ações com o objetivo de segurá-las por um bom tempo. Por isso o nome da estratégia: Buy and Hold significa precisamente “comprar e segurar”. Claro, isso não significa que as empresas devem ser “seguradas” para sempre; é possível que haja motivos para vender as ações se a situação concreta mudar e a avaliação inicial não for mais válida.

Outro ponto positivo para o perfil “investidor” diz respeito ao fato de que existem várias maneiras de executá-lo. O investidor não precisa estar tão antenado assim nos seus investimentos – digo, a ponto de ter que examiná-los todos os dias. Quem faz o trabalho de casa antes de comprar seus ativos pode se dar o luxo de dar uma olhada uma vez por mês e ler os balanços das empresas em que investe. Mas não precisa ficar olhando a telinha do home broker alucinadamente, nem ficar traçando gráficos de curto e longo prazo.

O ponto importante aqui é o seguinte: você não precisa ser um profissional para se dar bem na bolsa se adotar a perspectiva de investidor. Mas, se você quiser ser um trader de sucesso, precisa ser profissional. Ou seja, tem que dedicar boa parte do seu dia (2, 3, 4 horas)  a analisar tecnicamente os ativos e a negociar.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Não existe hora boa nem ruim pra investir em ações

Por  - O PEQUENO INVESTIDOR

Muitas pessoas passam anos a fio buscando por uma oportunidade de entrar no mercado de ações. Querem acertar o melhor momento para investir e, com isso, adiam, adiam e adiam a hora. Quando o mercado apresenta uma alta excelente, elas se lamentam por não ter aproveitado o “rally”. Como evitar que isso aconteça contigo?

Ibovespa

Ibovespa apresenta quase 30% de alta desde março

Dê uma olhada nos últimos meses do Ibovespa. Como quem não quer nada, e depois de um longo período em torno dos 49.000 pontos, o principal índice da bolsa de São Paulo disparou a partir do dia 14 de março, com uma alta de 28,94% no período. Veja o gráfico do Yahoo! Finance:

Ibovespa dispara


Em 2014, a alta é de 15,17% – bem acima da maioria dos investimentos. Com esses resultados, já começo a receber e-mails de leitores perguntando que ação comprar e como se faz para investir nesse mercado, porque estão vendo que a bolsa “só sobe” e querem aproveitar a oportunidade.  Por mais antipática que pareça, minha resposta a essas manifestações é direta e honesta: se você não tem ideia de que ação comprar e de como se investe no mercado de ações, esqueça. Estude primeiro, ou os riscos de sofrer um enorme prejuízo (e depois colocar a culpa no mercado) são altíssimas!

O melhor momento para investir em ações é agora!

Como aproveitar uma alta, então? Não é tão difícil aproveitar todas as altas da bolsa, mas por que a maior parte das pessoas não consegue fazer isso?
Porque querem acertar o melhor momento para investir em ações. Como evitar isso, então? Esquecendo essa busca pelo melhor momento possível. Invista todo mês um pouquinho. E se você não quer estudar, compre um pouquinho de cotas de fundos de ação com baixas taxas de administração. Com essa estratégia – chamada de preço médio -, você pode até não ter os melhores resultados possíveis, mas não perderá alta alguma. O lado ruim é que você também pegará as quedas que vierem pelo caminho. Mas, acredite, elas também trazem boas oportunidades. Quando o Ibovespa estava a 45.000 pontos, há alguns meses, eram poucos os que recomendavam comprar ações. Mas quem comprou não tem do que reclamar. Aproveitaram o fato de que a hora do desespero é a melhor para investir!
Outra vantagem de investir um pouquinho a cada mês é a tranquilidade e a resiliência que a estratégia confere ao investidor. Como já vimos, a paciência é uma das principais virtudes de um bom investidor, pois confere a tranquilidade suficiente para suportar os momentos de crise e não se empolgar achando que as altas durarão pra sempre.
Em suma: você não vai encontrar o melhor momento para investir em ações porque o melhor momento é agora!

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Ibovespa

Muitas pessoas passam anos a fio buscando por uma oportunidade de entrar no mercado de ações. Querem acertar o melhor momento para investir e, com isso, adiam, adiam e adiam a hora. Quando o mercado apresenta uma alta excelente, elas se lamentam por não ter aproveitado o “rally”. Como evitar que isso aconteça contigo?

Ibovespa apresenta quase 30% de alta desde março

Dê uma olhada nos últimos meses do Ibovespa. Como quem não quer nada, e depois de um longo período em torno dos 49.000 pontos, o principal índice da bolsa de São Paulo disparou a partir do dia 14 de março, com uma alta de 28,94% no período. Veja o gráfico do Yahoo! Finance:

Ibovespa dispara
Em 2014, a alta é de 15,17% – bem acima da maioria dos investimentos. Com esses resultados, já começo a receber e-mails de leitores perguntando que ação comprar e como se faz para investir nesse mercado, porque estão vendo que a bolsa “só sobe” e querem aproveitar a oportunidade.  Por mais antipática que pareça, minha resposta a essas manifestações é direta e honesta: se você não tem ideia de que ação comprar e de como se investe no mercado de ações, esqueça. Estude primeiro, ou os riscos de sofrer um enorme prejuízo (e depois colocar a culpa no mercado) são altíssimas!

O melhor momento para investir em ações é agora!
Como aproveitar uma alta, então? Não é tão difícil aproveitar todas as altas da bolsa, mas por que a maior parte das pessoas não consegue fazer isso?
Porque querem acertar o melhor momento para investir em ações. Como evitar isso, então? Esquecendo essa busca pelo melhor momento possível. Invista todo mês um pouquinho. E se você não quer estudar, compre um pouquinho de cotas de fundos de ação com baixas taxas de administração. Com essa estratégia – chamada de preço médio -, você pode até não ter os melhores resultados possíveis, mas não perderá alta alguma. O lado ruim é que você também pegará as quedas que vierem pelo caminho. Mas, acredite, elas também trazem boas oportunidades. Quando o Ibovespa estava a 45.000 pontos, há alguns meses, eram poucos os que recomendavam comprar ações. Mas quem comprou não tem do que reclamar. Aproveitaram o fato de que a hora do desespero é a melhor para investir!
Outra vantagem de investir um pouquinho a cada mês é a tranquilidade e a resiliência que a estratégia confere ao investidor. Como já vimos, a paciência é uma das principais virtudes de um bom investidor, pois confere a tranquilidade suficiente para suportar os momentos de crise e não se empolgar achando que as altas durarão pra sempre.
Em suma: você não vai encontrar o melhor momento para investir em ações porque o melhor momento é agora!
O Pequeno Investidor

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Saiba mais sobre Opções

O que é uma opção?
É um instrumento que dá ao seu comprador, ou titular, um direito futuro sobre determinado ativo, mas não uma obrigação, enquanto que para seu vendedor, ou lançador, dá uma obrigação futura, caso seja solicitado pelo comprador da opção.
Qual é o ativo–objeto?
Ação, commodity, moeda e índice.
O que é prêmio?
Valor da opção, que é negociado em mercado e pago pelo comprador da opção ao vendedor quando da realização do negócio. O prêmio não se trata de um adiantamento, mas sim do valor do direito de comprar (se forem opções de compra), ou vender (opções de venda), a ação por um preço pré-determinada (preço de exercício) durante um certo período de tempo (até o vencimento da opção).
O que é preço de exercício?
É o valor fixado para a compra ou venda do papel nos contratos de opção. Também é chamado de strike price.
O que é uma Call?
Se o direito negociado refere-se a uma compra, diz-se que a opção é de compra ou de call.
O que é uma Put?
Se o direito se refere a uma venda, dizemos que a opção é de put.
O que é o comprador ou titular da opção?
Numa operação de compra, ele adquire o direito de comprar o ativo até o vencimento, e tende a fazê-lo se a cotação da ação no mercado à vista estiver maior do que o preço de exercício. Para ter esta garantia, ele paga um prêmio.

Numa operação de venda, ele tem o direito de vender o ativo e tende a exercê-lo se o valor do papel estiver menor que o do exercício.
O que é o vendedor ou lançador da opção?
Numa operação de compra, tem a obrigação de vender a ação ao preço combinado. Para isso, recebe um prêmio. Na de venda, tem o compromisso de comprar o ativo se o comprador assim o quiser.
Qual o horário de negociação das opções de ações?
Horário regular: das 10h às 17h.

Horário de verão: das 11h às 18h.
Quais os riscos inerentes ao mercado de opções?
Risco do Titular (Comprador) da Opção de Compra, Opções de Compra que “Viram Pó”, Risco na Venda a Descoberto (Lançamento de Opções de Compra) e Prazo de Expiração das Opções.
Risco do Titular (Comprador) da Opção de Compra
O risco do titular de uma opção está limitado ao valor pago pelas opções (o prêmio). No entanto, é necessário que o investidor esteja consciente de que ele poderá perder até a totalidade de seu investimento, se o comportamento do preço a vista, após a aquisição das opções e até o seu vencimento, não for favorável à sua posição (as opções são válidas apenas por determinado período, ao final do qual expiram).

Ou seja, no caso das opções de compra, se o titular permanecer de posse da opção até o vencimento e, nessa data, o preço a vista da ação estiver abaixo do preço de exercício, ele não a exercerá (não seria vantajoso comprar as ações por um preço maior do que o do mercado), nem tampouco conseguirá transferi-la para outro investidor. No jargão do mercado, a opção terá “virado pó” e o investidor terá perdido integralmente a quantia que gastou para adquiri-la.
Opções de Compra que “Viram Pó”
Se no vencimento das opções de compra o preço a vista do papel for inferior ao seu preço de exercício, não será vantajoso para o investidor que a possui (o titular) exercê-la. Como as opções expiram (perdem sua validade) na data de vencimento, elas também não terão qualquer valor de negociação, pois não existirão investidores interessados em comprá-las.

No jargão de mercado, terão “virado pó”. Para o titular das opções de compra nessa condição, isso significa que ele perdeu integralmente o investimento que fez para adquiri-las (o prêmio pago).
Risco na Venda a Descoberto (Lançamento de Opções de Compra)
O lançamento de opções de compra a descoberto, ou seja, o recebimento de uma quantia em dinheiro (o prêmio) para assumir o compromisso de vender ações, que o investidor não possui, é uma estratégia que envolve um elevado grau de risco. Explicando melhor, o titular dessa opção (o investidor que pagou o prêmio para o lançador assumir o compromisso) somente vai exercê-la se isso for interessante para ele, ou seja, se o preço a vista do papel for superior ao preço de exercício da opção. Para o lançador, isso significa que ele será obrigado a adquirir as ações no mercado à vista para entregá-las pelo preço de exercício.

A partir do momento que a diferença entre o preço a vista e o de exercício for maior que o prêmio recebido, o lançador estará incorrendo em prejuízo, que aumentará de acordo com a valorização da cotação a vista. Outro aspecto a ser considerado nessa estratégia é que, durante toda a vigência de sua posição, o lançador descoberto estará obrigado a depositar garantias para cobrir os prejuízos potenciais da operação, cujo valor é calculado diariamente.
Prazo de Expiração das Opções
É importante que o investidor que adquiriu uma opção (o titular) esteja consciente de que seu direito de exercê-la é valido apenas durante seu período de vigência. Após a data de vencimento, a opção expira, perdendo totalmente sua validade. Outro ponto importante a destacar é que na Bovespa o exercício da opção não é automático, ele deve ser solicitado pelo titular da opção. Isso significa que, mesmo nos casos em que o exercício é claramente vantajoso para o titular, ele somente ocorrerá se for comandado pela
Corretora, atendendo a instruções recebidas do titular.

O pedido de exercício pode ser transmitido pelo investidor à Corretora através de “e-mail”, telefone, fax ou outro meio previamente acertado entre ambos. Na hipótese de um titular, nessas condições, deixar de solicitar o exercício, a opção vai expirar e o investidor, além de não ter se aproveitado de uma situação vantajosa, ainda perderá integralmente o prêmio pago quando da aquisição das opções.

Fonte: Onde Investir - Lopes Filho

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Moody´s muda percepção sobre o Brasil


imagem do prédio da Moody's

Mais uma luz amarela sobre as perspectivas da economia brasileira. Na semana passada tivemos um artigo “desabonador” da revista inglesa The Economist sobre o desempenho do governo Dilma na gestão econômica. Nesta quarta-feira, foi a vez da agência Moody´s, ao alertar que pode reduzir a nota de rating soberano do Brasil. Mesmo assim, reduziu a perspectiva de nota de dívida do país, de “positiva” para “estável”. Isto significa dizer que a tendência agora é de manutenção e não mais de alta.

A justificar isto “a deterioração da relação dívida/PIB, o nível dos investimentos e o fraco crescimento.” Segundo a Moody´s, “apesar de haver sinais de que a economia brasileira está começando a se recuperar, a visão da agência classificadora é que, se e quando a recuperação se materializar, não é provável que será forte o suficiente para restaurar a tendência positiva nas métricas de crédito do Brasil.”

Na verdade, vem se tornando um exercício cada vez mais complicado saber o que acontecerá com o país neste ano e nos próximos. Os excessos de intervenção, a perda de confiança dos agentes (comércio, indústria, serviços, etc), e o “bater cabeça” das ações governamentais na economia, reforçam isto.

Nas projeções de mercado isto parece bem claro, dado o grande intervalo entre as mínimas e máximas. No crescimento da economia trabalha-se em 2014 com um crescimento entre 0,5% e 3,7% e em 2015, depois das eleições, entre 0,5% e 4,5%. Parece que estão todos desorientados, sem uma bússola ajustada sobre o futuro do país.

Autor: Julio Hegedus, economista-chefe da Lopes Filho e Associados

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Dividendos

Viver de dividendos: empresas que pagam dividendos mensais


Hoje voltamos ao assunto dividendos, tão importante e recorrente para aqueles que tem como meta - assim como eu - construir uma aposentadoria baseada na participação nos lucros de empresas da Bolsa. 

O que muitos tem perguntado é se vale a pena investir em empresas que pagam dividendos mensalmente.

Geralmente, as empresas listadas na Bolsa pagam dividendos semestralmente (como Eletropaulo), trimestralmente (como a Gerdau) e mensalmente, como Bradesco e Itaú.

A oportunidade de se obter dividendos mensalmente, como se fosse um salário é bem interessante, mas analisando friamente, vale mesmo a pena investir nestas empresas?

Para dar essa resposta, vamos inicialmente analisar estas empresas, seu Dividend Yield (DY) e o montante necessário de investimento para se obter os mesmos resultados.
Suponhamos que um investidor decida ter uma renda mensal de R$ 2.000,00. Ele tem como opções de investimento Eletropaulo (ELPL4), Gerdau(GOAU4) e Itau (ITUB4). Não estou fazendo propaganda de nenhuma destas empresas, porém estas tem se destacado em seu setor de atuação, com bons resultados e boa administração, o que nos permite utiliza-las como exemplo.

Eletropaulo, atualmente tem o maior Dividend Yield da Bolsa de Valores, algo em torno de 25,55%. Sua cotação no dia de hoje (13/06) é de R$ 34,68. Não se tomando em consideração o reinvestimentos dos dividendos, bonificações etc..para se obter uma renda de R$ 2.000,00 mensais o individuo deve investir aproximadamente R$ 95.787,00, obtendo 2.762 ações, o que daria um dividendo anual de aproximadamente R$ 24.000,00, depositados em duas parcelas semestrais.

Já a Gerdau, possui atualmente um Dividend Yield de 1,9% e distribui dividendos trimestralmente. Para se obter a mesma renda de R$ 2.000,00, o investidor teria que ter investido R$ 1.495.000,00, totalizando 42.852 ações no preço atual de R$ 34,90.

No caso do Itau, apesar da pujança e do crescimento atual do setor, ele apresenta um Dividend Yield de 2,8%. Para se obter a mesma renda mensal, o investimento deveria ser de aproximadamente R$ 634.517,00 totalizando 18.181ações.

Como já disse e volto a repetir não estou computando nestes dados, bonificações, reinvestimento de dividendos etc..., mas fica claro novamente que quando o assunto é viver de dividendos é mais vantajoso investir em empresas boas pagadoras de dividendos, porém como boa administração e crescimento constante, do que em alguns setores. Nem sempre receber mensalmente os dividendos é vantagem.

reinvestimento sucessivo dos dividendos deve ser uma constante para o investidor, pois só assim esses resultados podem ser atingidos mais rapidamente. O importante é decidir qual sua estratégia, ganhar em valor ou dividendos, e assim seguir rumo ao seu objetivo.

Rafael Mariano - Rico por Acaso

domingo, 18 de agosto de 2013

Sonhos e Ações

Sonhos & Ações: Planejando suas conquistas passo a passo



Todo mundo tem um sonho, que pode ser uma viagem, a compra do primeiro imóvel, tranquilidade na aposentadoria ou garantir os estudos dos filhos, por exemplo. Para chegar lá, você já sabe que precisa de muita dedicação. Mas, com um planejamento financeiro, terá como concentrar o resultado de seus esforços na conquista do que deseja. Planejar significa decidir antecipadamente o que fazer. Nas finanças, é se programar para quitar suas despesas com previsão de sobra de algum dinheiro que possa, então, ser multiplicado. Em se tratando de tipos de investimento, o mercado de ações tem se mostrado uma opção atrativa no longo prazo, constituindo oportunidade para pessoas, empresas e instituições aplicarem suas poupanças. Saiba como.

 Sonhos & Ações: Planejando suas conquistas passo a passo

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Como Investir em Ações

Como investir em Ações


Nesta cartilha você vai entender o que fazer para investir em ações, por onde começar e o que levar em conta.

 Como investir em Ações


sábado, 20 de julho de 2013

Contratos Futuros - Ajustes Diários

O Que São Ajustes Diários Em Contratos Futuros?


Já expliquei de maneira bem simples algumas características dos contratos futuros. Agora, vou aprofundar um pouco mais sobre como ocorre a liquidação financeira destas operações, ou seja, vou explicar o que são os ajustes diários.
Vamos lá:

Quando ocorrem os Ajustes Diários?

ajuste diárioPrimeiro veja o exemplo de uma operação baseado em dados reais de mercado:
  • Contrato: INDV12 (IBOVESPA futuro – vencimento 17/out/12)
  • Data do Negócio (Entrada): 15/out/12
  • Preço: 59.480
  • Quantidade: 1 Contrato (para simplificar vamos considerar apenas 1 contrato, o lote padrão são 5 contratos)
  • Data de Saída: 17/out/12 (no vencimento)
  • Preço no vencimento: 60.070
Como em qualquer operação no mercado futuro, esta operação tem os dois lados, o do investidor comprado e o do investidor vendido. Como saber qual dos dois obteve lucro?
Se você pensou no comprado, acertou.
Ele comprou a 59.480 algo que acabou valendo 60.070 no vencimento, um lucro de R$ 590 por contrato. De maneira inversa o vendido teve prejuízo, pois vendeu por 59.480 algo que no vencimento valia 60.070, prejuízo de R$ 590.
Já sabemos o resultado financeiro final dessa operação, mas a operação não se resume a isso.
Existem ajustes financeiros que ocorrem dia após dia. São os Ajustes Diários.

Como calcular o Ajuste Diário?

O Ajuste Diário é o ajuste financeiro que ocorre diariamente nas posições de todos os investidores. São realizados em diversos tipos de operações, desde o mercado futuro até em operações de swap.
Ao término de cada pregão, a bolsa contabiliza quem teve lucro/prejuízo no dia de acordo com as

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Small Caps

5 Riscos das Ações Small Caps

Você já ouviu falar das ações small caps? Então leia com atenção:
Já percebeu que as ações de empresas grandes, como Petrobras (PETR4) e Vale (VALE5), são sempre escolhas comuns entre os investidores, e provavelmente para você também.
Afinal são empresas grandes, financeiramente estáveis e robustas, o que faz com que seja menor o risco de uma queda muito grande nos preços de suas ações. Porém, a probabilidade de um rápido e alto ganho também é remota.
E as empresas pequena?

O que são ações Small Caps?

acoes small capNo lado oposto das grandes empresas (as chamadas Large Caps) estão as pequenas e iniciantes no mercado: são as Small Caps.
Estas empresas em geral estão ingressando no mercado agora e podem ter um futuro brilhante pela frente: com alto crescimento e ótimo retorno aos seus acionistas. Sendo assim, investir em suas ações seria uma boa estratégia: muito potencial de crescimento dá muito espaço para você ganhar bastante dinheiro.
Mas e se a companhia escolhida não corresponder às expectativas de crescimento? E se as ações caírem drasticamente?
Bem nesse caso você perderia muito dinheiro…
Para evitar que isso aconteça, vale entender melhor os riscos associados à uma ação Small Cap antes de realizar seu investimento:

Os 5 riscos de uma ação small cap

É claro que o risco de se investir em uma boa empresa não depende muito de seu tamanho. Porém as empresas pequenas possuem alguns fatores que são desvantagens em relação às empresas grandes.
Vamos falar sobre os principais riscos, que você deve analisar bem antes de resolver comprar ações Small Cap:

1. Baixa Liquidez

Imagine que você tem um terreno que valorizou 3.000% no últimos anos, mas na hora de vender, descobre que ninguém está interessado em um sítio isolado à mais de 500 km da cidade mais próxima.
Esse é o problema da liquidez, se não há pessoas interessadas em comprar o que você está

quinta-feira, 18 de julho de 2013

Contratos Futuros

O Que São Contratos Futuros e Como Funcionam


Vejo que uma dúvida muito comuns entre os investidores é o que são contratos futuros e como eles funcionam. Agora você vai finalmente entender de uma vez por todas tudo que você deve saber sobre isso!
Um contrato futuro nada mais é do que um contrato de compra e venda entre dois investidores.
A parte comprada se compromete a comprar o ativo objeto do contrato na data de vencimento a um preço pré-definido. A parte vendida se compromete a vender e entregar o ativo em questão, o chamado “ativo objeto”. E tudo isso acontece no chamado mercado futuro.
Existem diversos ativos objetos:
    • Índice Futuro Ibovespa
    • Dólar Futuro
    • Café
    • Milho
    • Boi Gordo
    • DI Futuro
    • Euro
    • Ouro
Neste artigo vamos nos concentrar nos contratos do Índice Futuro e no Dólar Futuro. Estes são os mais negociados e mais acessíveis aos pequenos investidores por meio dos chamados “Mini-Contratos”.  

1. Características dos contratos futuros

o que sao contratos futurosOs contratos futuros são padronizados pela BM&F Bovespa, principalmente para facilitar comunicação entre os investidores. Não existe mais de um tipo de Índice Futuro (IND) ou Dólar Futuro (DOL). Assim, quando se fala do IND ou do DOL, os investidores já sabem as características dos contratos. Não há termos a serem negociados nesses contratos, a não ser o preço. Na tabela abaixo estão as principais características desses contratos:



Índice FuturoDólar FuturoExemplo
Código de NegociaçãoINDDOL-
Objeto de NegociaçãoÍndice IbovespaTaxa Cambial Reais /Dólar-
CotaçãoPontos do ÍndiceReais por US$ 1.000IND: 58.850 pontos DOL: R$ 2.036/US$ 1.000 = R$ 2,036/ US$ 1
Tamanho do ContratoIbovespa futuro multiplicado por R$ 1 para cada pontoUS$ 50.000IND: cotado a 58.850 pontos equivale a R$ 58.850 DOL: cotado a R$ 2.036 equivale a R$ 101.800
Lote Padrão5 contratos5 contratosna
VencimentoQuarta-feira mais próxima do dia 15 dos meses pares1º dia útil de todos os mesesIND: se a quarta-feira for feriado, a data de vencimento será o dia útil subseqüente

2. Códigos de negociação

Apesar de haver apenas um Índice Futuro ou um Dólar Futuro, existem diversos contratos negociados. O que vai variar entre eles é o mês de vencimento.

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Aluguel de Ações

Aluguel de Ações: Como Funciona?

Da mesma forma que podemos alugar uma casa, um apartamento ou um automóvel, no mercado de ações também existe a possibilidade de emprestar temporariamente a propriedade das suas ações para outros investidores, é o aluguel de ações.
Vamos lá:
O que é o aluguel de ações?
O aluguel de ações é uma operação através da qual os investidores proprietários dos títulos disponibilizam os mesmos para empréstimos e os investidores interessados os tomam mediante aporte de garantias.
Trata-se de uma operação segura. Os riscos de se alugar ações são mínimos, uma vez que a CBLC (Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia) atua como reguladora da operação e, com a intermediação das Corretoras, garante os negócios.
Como funciona o aluguel?
A operação de aluguel consiste na transferência de títulos da carteira do investidor (locador) para satisfazer necessidades temporárias de um investidor tomador (locatário).
O investidor que empresta suas ações receberá o aluguel, enquanto o investidor que toma emprestado poderá utilizar estas ações para realizar vendas descobertas:
Veja na imagem como isso funciona:

terça-feira, 16 de julho de 2013

Análise Técnica

O Que É Análise Técnica?


Antes de começar a aprender os recursos e encontrar a melhor plataforma gráfica, é necessário entender o que é análise técnica e a que ela se destina.
Muitos investidores pulam esta etapa e já vão afobados utilizar gráficos para tomar suas decisões de investimento. Na grande maioria das vezes, o resultado disso está longe de ser bom.
Neste artigo vou explicar o que é a análise técnica, em quais princípios ela está baseada e principalmente o que ela é capaz de fazer.

o que é análise técnica
Análise técnica é bem mais simples do que isso!
Definição de análise técnica

John J Murphy - análise técnicaDe acordo com um dos principais autores sobre o assunto, John J. Murphy:
“Análise técnica é o estudo dos movimentos do mercado, principalmente pelo uso de gráficos, com o propósito de prever futuras tendências no preço.”
Sendo que o termo “movimento do mercado” inclui três principais componentes:
- Preço
- Volume
- Taxa de Juros (usado somente para opções e futuros)
Fundamentos da Analise Técnica
Todo o fundamento da análise técnica está baseada em três premissas principais:
  1. Movimentos do mercado já descontam tudo
  2. Preços se movem em tendencias
  3. História repete a si mesma
1.  Movimentos do mercado já descontam tudo
Esta premissa é a mais fundamental de todas. Uma vez que ela não seja devidamente entendida, nada mais fará sentido na análise técnica.
Ela afirma que todos os fatores que afetam o preço (fundamentalistas, políticos, psicológicos, etc) já são

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Análise Fundamentalista

O Que É Análise Fundamentalista?


Analisar em quais ações investir sempre foi e sempre será o grande desafio de qualquer investidor. Para nos ajudar neste processo existem duas abordagens bastante diferentes, porém ambas amplamente utilizadas:
  • Análise Técnica
  • Análise Fundamentalista
Eu ja expliquei em outro artigo o que é a análise técnica e como ela funciona, agora vou explicar o que é análise fundamentalista.
Respire fundo e prepare-se para aprender!
1# O que análise fundamentalista signifca?
análise fundamentalista é a principal ferramenta para entender e estudar os fundamentos econômico-financeiros de uma empresa.
Em outras palavras, ela serve para ajudar o investidor a avaliar como está a saúde financeira e operacional da empresa e assim definir se é interessante, ou não, investir dinheiro em suas ações negociadas na bolsa de valores.
Por meio da análise fundamentalista é possível visualizar uma espécie de raio-X das empresas, entendendo como estão os fatores que afetam o desempenho da empresa e consequentemente o valor de suas ações.
A análise fundamentalista mostra a realidade de como é a empresa por dentro:
analise fundamentalista 
2# Para que serve analisar os fundamentos?
Utilizando a análise fundamentalista você conseguirá definir um preço justo para as ações analisadas.

sexta-feira, 28 de junho de 2013

HEDGE

HEDGE DE COMPRA E VENDA

Todo investidor que se preze tem medo do risco que uma operação possa trazer. Por isso, é importante que o investidor saiba que há formas de se proteger e diminuir a possibilidade de ser pego de surpresa por algum revés da economia. Uma das operações mais usadas e mais eficientes para proteção de investimento é o hedge.
Numa tradução literal do inglês, “hedge” quer dizer “cerca”. Na prática, é uma forma de proteger uma aplicação contra as oscilações do mercado.

“O hedge significa menos risco para a posição do investidor, seja ela qual for” apesar de ser usado em operações cambiais, o hedge é também muito comum na proteção de preço de commodities. “Principalmente as agrícolas, que têm fortes oscilações de preços”,.

Os operadores e analistas do mercado, em geral as pessoas mais acostumadas com esse tipo de operação, costumam usar a expressão “hedgiar” ou “fazer um hedge”. Isso significa que estão montando estratégias de proteção para diminuir o risco. As operações de hedge devem constar no regulamento dos fundos de investimentos. Portanto, se o investidor observar qualquer menção a esse tipo de operação, deve saber que o gestor do fundo está fazendo operações muito arriscadas e que está tomando providências para reduzir os riscos dessas operações.
Em geral, as operações de hedge são realizadas na BM&F (Bolsa de Mercadorias & Futuros).

MAS E PARA O AGRICULTOR. O HEDGE FUNCIONA?
Com certeza.

Imagine que o produtor esteja plantando a soja. Nesta época o produtor não sabe qual será o preço na época da colheita.
O que pode ser feito neste caso?
Bom, se o medo do produtor é que o preço irá subir, ele entra comprando um contrato de soja. Se realmente o preço subir, na época da colheita ele sai da posição comprada e realiza a venda de um contrato. Neste caso ele ganhou pois o preço real aferido da soja é a soma do preço físico mais a diferença apurada na operação de HEDGE.

Mas se o medo do produtor é que a soja caia na hora da colheita. O que Fazer?
O produtor entra no mercado futuro vendendo e se ele estiver certo e a soja realmente cair ele tem um resultado positivo. Neste caso o produtor efetua a compra de um contrato com preço inferior (afinal ele estava certo, o preço caiu) e afere a diferença. Este ganho somado ao preço praticado no mercado físico representa o real preço da soja comercializada.

1º Ex.
Vendeu o contrato a US$ 36,00
Comprou US$ 32,00 Afinal o preço caiu
Mercado físico R$ 32,00

Preço que o produtor apurou da soja é a diferença entre o contrato de venda e de compra. Ou seja R$4,00 + o preço do mercado físico R$32,00
Valor apurado R$36,00

2º Ex.
O produtor realiza a troca da soja por insumos para a lavoura.
O que pode ser feito neste caso?

Se ele acha que o preço vai subir, ele entra no mercado comprando e na colheita sai da posição comprada e entra na posição vendida. Se ele estava certo que o preço iria subir, ele tem um ganho que somado ao preço que ele efetuou a troca terá o preço final da sua soja.
Ex.
Realizou a troca por insumos e fixou a soja a R$32,00
Diferença entre a compra e a venda R$ 4,00
Preço da soja apurado no dia da colheita é:
SOMA =32,00 +4,00= 36,00

Esta é uma operação de mercado futuro utilizando o HEDGE. Existem varias operações que podem ser realizadas utilizando Hedge, mas depende de cada situação que o produtor se em contra no momento.

Por Valdecir Jose Pinto

sábado, 25 de maio de 2013

Ficar rico com ações


Para bilionário da Bovespa, qualquer um pode ficar rico com ações



Todos os meses, o paulistano Luiz Barsi recebe milhões de reais em dividendos pagos pelas empresas onde investe. Com mais de R$ 1 bilhão na Bovespa, ele diz que qualquer um pode enriquecer com ações. Basta comprar papéis baratos, negociados abaixo do valor patrimonial, e esperar. No começo, será necessário ter paciência para que a empresa comece a apresentar resultados melhores e disciplina para aplicar capital todos os meses na bolsa. Mas chegará um momento em que apenas o reinvestimento dos dividendos recebidos será suficiente para que a pessoa enriqueça.


Vinda de outra pessoa, a fórmula acima soaria como uma simplificação banal da realidade. Mas o fato é que Barsi diz que foi de pobre a bilionário fazendo apenas isso. O investidor morou em cortiço na infância e engraxou sapatos para ajudar a mãe a pagar as contas após a morte do pai. Tomou contato com o mercado financeiro na década de 1960, começou a investir e não parou mais. O enriquecimento não mudou seus hábitos. Com Warren Buffett, ele diz ter aprendido a levar uma vida sem luxos. Barsi vai trabalhar de metrô e costuma dirigir uma Chevrolet Zafira. Trabalha há 16 anos num escritório sem decoração no centro de São Paulo, com móveis antigos, TVs de tubo empilhadas e uma persiana que não funciona na janela. Na entrevista a seguir, Barsi detalha sua estratégia e diz por que considera um mau negócio empresas que não são negociadas na bolsa, PGBL, VGBL, imóveis, renda fixa e caderneta de poupança:
Luiz Barsi Filho: torço para que as ações caiam eu eu possa
comprar papéis mais baratos (Rodrigo Paiva)

Como enriquecer na bolsa

O melhor momento para entrar na bolsa é quando acontece uma crise socioeconômica. Como tem muito incompetente neste País, crise não falta. Em 2008, uma crise socioeconômica fez com que as ações caíssem. Você acha isso ruim? Meus recursos vibraram porque eu pude comprar ações por um ótimo valor E independente do momento de entrada, é absolutamente impossível deixar de ganhar dinheiro no mercado de valores se você respeitar três regras. É preciso investir só o recurso que você não vai usar no curto ou médio prazo. A segunda regra é nunca comprar uma dica. A definição universal de investidor é aquele indivíduo que avalia um segmento da economia, os fundamentos de uma empresa, o valor de uma ação e os riscos. Já o investidor brasileiro é o especulador que recebeu uma dica errada. Veja o monte de gente que comprou ações de incorporadoras em 2008. O cara comprou Gafisa a R$ 22 e hoje vale R$ 5. A dica virou zica. Só peça ajuda a alguém se você tem absoluta certeza que ele é um vencedor na bolsa. A terceira regra é nunca vender ações por necessidade. Além das três regras, ainda é necessário ter disciplina e paciência. Quem faz isso fica rico.

Dividendos para a aposentadoria

Eu estimulo as pessoas a montar uma carteira previdenciária. Em 2008, chegou uma senhora aqui que tinha recebido um dinheiro do seguro de vida após a morte do marido. Ela disse que estava em dúvida entre comprar o apartamento onde morava ou investir em ações para a aposentadoria. Eu perguntei a ela se R$ 67 mil por mês de aposentadoria estava bom. Ela arregalou os olhos. Eu disse que era fácil conseguir isso,