Mostrando postagens com marcador mercado de ações. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador mercado de ações. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Não existe hora boa nem ruim pra investir em ações

Por  - O PEQUENO INVESTIDOR

Muitas pessoas passam anos a fio buscando por uma oportunidade de entrar no mercado de ações. Querem acertar o melhor momento para investir e, com isso, adiam, adiam e adiam a hora. Quando o mercado apresenta uma alta excelente, elas se lamentam por não ter aproveitado o “rally”. Como evitar que isso aconteça contigo?

Ibovespa

Ibovespa apresenta quase 30% de alta desde março

Dê uma olhada nos últimos meses do Ibovespa. Como quem não quer nada, e depois de um longo período em torno dos 49.000 pontos, o principal índice da bolsa de São Paulo disparou a partir do dia 14 de março, com uma alta de 28,94% no período. Veja o gráfico do Yahoo! Finance:

Ibovespa dispara


Em 2014, a alta é de 15,17% – bem acima da maioria dos investimentos. Com esses resultados, já começo a receber e-mails de leitores perguntando que ação comprar e como se faz para investir nesse mercado, porque estão vendo que a bolsa “só sobe” e querem aproveitar a oportunidade.  Por mais antipática que pareça, minha resposta a essas manifestações é direta e honesta: se você não tem ideia de que ação comprar e de como se investe no mercado de ações, esqueça. Estude primeiro, ou os riscos de sofrer um enorme prejuízo (e depois colocar a culpa no mercado) são altíssimas!

O melhor momento para investir em ações é agora!

Como aproveitar uma alta, então? Não é tão difícil aproveitar todas as altas da bolsa, mas por que a maior parte das pessoas não consegue fazer isso?
Porque querem acertar o melhor momento para investir em ações. Como evitar isso, então? Esquecendo essa busca pelo melhor momento possível. Invista todo mês um pouquinho. E se você não quer estudar, compre um pouquinho de cotas de fundos de ação com baixas taxas de administração. Com essa estratégia – chamada de preço médio -, você pode até não ter os melhores resultados possíveis, mas não perderá alta alguma. O lado ruim é que você também pegará as quedas que vierem pelo caminho. Mas, acredite, elas também trazem boas oportunidades. Quando o Ibovespa estava a 45.000 pontos, há alguns meses, eram poucos os que recomendavam comprar ações. Mas quem comprou não tem do que reclamar. Aproveitaram o fato de que a hora do desespero é a melhor para investir!
Outra vantagem de investir um pouquinho a cada mês é a tranquilidade e a resiliência que a estratégia confere ao investidor. Como já vimos, a paciência é uma das principais virtudes de um bom investidor, pois confere a tranquilidade suficiente para suportar os momentos de crise e não se empolgar achando que as altas durarão pra sempre.
Em suma: você não vai encontrar o melhor momento para investir em ações porque o melhor momento é agora!

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Sinais preocupantes para os investidores no mercado de ações

Por  - O PEQUENO INVESTIDOR

O investidor do mercado de ações precisa estar sempre atento ao que está ocorrendo com as empresas em que investe. Empresas ruins podem se tornar boas empresas, empresas fantásticas podem se transformar em um abacaxi tremendo. O post de hoje aborda alguns sinais que o investidor deve observar para identificar uma possível “virada” de tendência e vender suas ações.

shutterstock_229585543

1. Diminuição aguda ou reversão na tendência de lucro

lucro líquido é um dos principais elementos que indicam a saúde financeira de uma empresa. “Empresa que lucra não quebra” é um ditado sempre lembrado do investidor Lírio Parisotto. Melhor ainda: empresa que apresenta lucros crescentes não quebra. E o oposto é verdadeiro: empresa que tem prejuízo quebra. Falta de lucro é um sinal importante de complicações à vista para a companhia.
Embora o lucro possa variar bastante de um ano para outro, é importante observar a tendência ao longo dos anos. Os lucros estão crescendo ou não? Se não estiverem, investigue o porquê. É possível que seja apenas um problema temporário ou até um problema geral da economia. Em uma recessão, por exemplo, manter os lucros estáveis pode ser um sinal de robustez da companhia.

2. Dívida insustentável

Outro sinal de alerta é a assunção excessiva de dívidas. Um passivo excessivo pode ser a causa de uma espiral de problemas sérios para a empresa, o que evidentemente tem reflexos nos preços das ações.
Esse é um dos problemas atuais enfrentados pela Petrobras, por exemplo, que quintuplicou sua dívida em menos de cinco anos e agora teve sua nota de crédito reduzida pela Moody’s.

Petrobras dívida
Dívida líquida da Petrobras – Fonte: Fundamentus

3.Otimismo exagerado de analistas contra todas as evidências

Outro ponto a ser observado é se os analistas de mercado não estão otimistas demais com o prospecto futuro da empresa. Você olha os balanços e só vê dívidas, prejuízo, receita caindo, mas está todo mundo otimista. O mais racional é ficar de olho nas evidências e ir na contramão dos analistas, ainda que todas as casas de investimento digam o mesmo.

Lembram de como Eike era o queridinho do mercado?
Lembram de como Eike era o queridinho do mercado?

Vimos isso recentemente no caso das empresas de Eike Batista. A maior parte dos analistas indicavam investimento na OGX e nas outras empresas do “Midas tupiniquim” e o que sobrou foi um rastro de prejuízos. Quem acompanhou os balanços já sabia que a probabilidade de dar tudo errado era muito maior do que a dos planos megalomaníacos de Eike se realizarem. Deu no que deu.

4. Queda no rating de crédito

Outro fator a ser observado diz respeito à nota que agências de avaliação de risco atribui às debêntures de determinada empresa. Embora a emissão de debêntures seja um fenômeno raro no mercado brasileiro, algumas empresas listadas na bolsa de valores se capitalizam por meio delas. E sempre que são emitidas, as debêntures são avaliadas por essas agências.
É bom dar uma olhada no rating atribuído, pois esse é um sinal de como o mercado enxerga a capacidade da empresa de honrar seus compromissos. Quanto maior a nota, melhor.

5. Contabilidade criativa: o sinal mais evidente de que há algo de muito errado com a empresa

O sinal mais evidente de que a empresa é um porto nada seguro para seus investimentos diz respeito a sua transparência. Empresas que demoram a publicar seus balanços, ou os publicam cheios de porquês para explicar desempenho ruim, ou são usualmente apontadas como autoras de “contabilidade criativa” por esconderem passivos como se fossem ativos, são péssimos investimentos.


Guido Mantega
Contabilidade criativa reduz credibilidade do país

Talvez seja por isso que os estrangeiros estão tão ressabiados com nosso país e com a Petrobras…
Portanto, muito cuidado com indícios relacionados ao lucro, à dívida líquida e ao perfil de crédito antes de investir em uma empresa!

domingo, 24 de agosto de 2014

Riscos

Quais são os riscos inerentes ao mercado de ações?
Ações são ativos de renda variável, ou seja, não oferecem ao investidor uma rentabilidade garantida, previamente conhecida. Por não oferecer uma garantia de retorno, este é um investimento considerado de risco.

A rentabilidade dos investidores é composta de dividendos ou participação nos resultados e benefícios concedidos pela empresa emissora, além do eventual ganho de capital advindo da venda da ação no mercado secundário (Bolsa de Valores). O retorno do investimento dependerá de uma série de fatores, tais como desempenho da empresa, comportamento da economia brasileira e internacional etc.

Por esse motivo, é aconselhável que o investidor não dependa do recurso aplicado em ações para gastos imediatos e que tenha um horizonte de investimento de médio e longo prazo, quando eventuais desvalorizações das ações poderão ser revertidas.
Quais os riscos operacionais do uso da internet (para operações via Home Broker)?
Para permitir que cada vez mais pessoas possam participar do mercado acionário e, ao mesmo tempo, tornar ainda mais ágil e simples a atividade de compra e venda de ações, foi criado um moderno canal de relacionamento entre os investidores e as Corretoras da BOVESPA: o Home Broker.

O que é Home Broker?

O Home Broker é o instrumento que permite a negociação de ações via Internet. Ele permite que você envie ordens de compra e venda de ações através do site de sua corretora na internet.

Dito isto, vamos aos riscos operacionais do uso da internet. Qualquer investidor está sujeito a encontrar problemas em suas conexões à internet, devido à diversidade de fatores inerentes ao uso desse meio. Mesmo com a utilização das mais modernas tecnologias de informática, é importante que o usuário tenha certos cuidados básicos ao operar seus equipamentos domésticos, sobre os quais a instituição provedora do serviço não tem responsabilidade e os quais esta não tem formas de gerenciar.

As orientações de segurança a seguir poderão minimizar alguns dos problemas que podem ocorrer:

não divulgue sua senha. Escolha seqüências que misturem letras e números e evite colocar nomes de parentes e datas de aniversários. Altere-a regularmente;
sempre utilize programas antivírus atualizados e verifique se eles estão ativos antes do acesso à Internet;
nunca execute arquivos encaminhados por e-mail sem antes verificar a possibilidade de estarem contaminados por vírus;
atualize seu navegador (browser). A cada atualização, você observa melhorias, inclusive sob o aspecto da segurança;
evite a utilização de equipamento que não seja de sua confiança e não utilize aplicativos desconhecidos. Você não deve realizar operações em equipamentos públicos;
sempre acompanhe as movimentações de sua conta por meio de extratos periódicos. Se houver qualquer crédito ou débito irregular, você deve contatar sua Corretora imediatamente.

Na conexão via Internet, estão envolvidas diversas situações sujeitas a problemas, que poderão comprometer sua conexão com a Corretora (via Home Broker). Entre estas, podemos citar:

falta de energia elétrica;
interrupção ou má qualidade de linhas telefônicas, se sua conexão for por meio de acesso discado;
performance de conexão e capacidade de processamento do provedor de acesso;
performance do microcomputador utilizado.
Quais os riscos relacionados ao ciclo de liquidação?
A Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia (CBLC) é a responsável pela compensação e liquidação de operações realizadas no mercado a vista da BOVESPA.

No caso de uma operação de venda no mercado à vista, as ações objeto de negociação devem estar disponíveis na conta de custódia do vendedor, para entrega ao comprador, até o horário limite estabelecido pela CBLC.

A não entrega total ou parcial das ações objeto da negociação em D+3 ou a ausência de apresentação de documentos necessários à liquidação caracterizam a falta da entrega de ativos e resultam em multa ao vendedor das ações.

Caso os ativos não sejam entregues, a CBLC aciona, no mesmo dia, o mecanismo de tratamento de falta de entrega (Processo de Recompra de Ativos) além de cobrar nova multa sobre o valor dos ativos não regularizados.

A ordem de recompra emitida em D+4 é o instrumento que autoriza a contraparte a executar, a preço de mercado, uma nova operação de compra dos ativos adquiridos em D+0 e não recebidos no prazo regulamentar por falta na entrega. Essa ordem de recompra deve ser executada até D+6 e ter confirmada sua execução, perante CBLC, até D+7. O vendedor em falta com a entrega dos ativos arcará com a diferença de preço da recompra, quando ela ocorrer.

Caso a recompra não seja executada até o prazo estipulado por qualquer que seja o motivo, a CBLC, em D+8, reverterá à operação, retornando os valores financeiros ao comprador da operação.

Assim, o cliente deve estar ciente de que uma eventual venda realizada sem ter as ações em sua conta, ou sob a expectativa de seu recebimento por conta de uma compra do mesmo ativo realizada em data anterior, poderá resultar em sua inadimplência, com o conseqüente ônus, conforme demonstrado, caso essa compra sofra problemas em sua liquidação.
O que é risco de contraparte?
O risco de contraparte é que um tomador de recursos (contraparte) de um negócio não cumpra as suas obrigações contratuais. No fundo, o risco de contraparte é também um risco de crédito, mas que pode existir com uma contraparte com a qual não existe uma relação de financiamento/empréstimo.
O que é risco de liquidez?
O risco de liquidez vem da dificuldade de se encontrar compradores de um determinado ativo no preço e momento desejado. Essa característica é típica de um ativo com baixo volume de negócios e que apresenta grande diferença entre as oferta de compra e venda, tornando difícil conseguir realizar a venda sem sacrificar o preço do mesmo.

Fonte: Onde Investir - Lopes Filho